quinta-feira, 26 de março de 2020

Análise da obra Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões: O género épico; a estrutura externa e interna da obra; 2 - Epopeia, Estrutura Externa, Estrutura Interna; Planos temáticos da obra.


David Gaspar   Nº4    10ºC

O Género Épico :
O género épico remonta à antiguidade grego e latina sendo os seus expoentes máximos Homero e Virgílio, a epopeia é um género narrativo em verso, em estilo elevado, que visa celebrar feitos grandiosos de heróis fora do comum reais ou até mesmo lendários.
Haverá Sempre um Fundo histórico no meio disto tudo, neste caso, de notar que o género épico é um género narrativo e que exige sempre na sua estrutura e a própria presença de uma ação.O estilo é elevado e altamente grandioso que o próprio possui com uma estrutura própria. cujo os principais aspectos são :
A Narração :  A ação é narrada por ordem cronológica dos acontecimentos, mas inicia-se já no decurso dos acontecimentos (“in medias res”) ,sendo a parte inicial narrada posteriormente num processo da retrospetiva;
Proposição :  Em que o autor apresenta a matéria do poema;
Invocação : Ás musas ou ás outras divinidades e entidades míticas protetoras das artes;
Dedicatória : Em que o autor dedica o poema a alguém, sendo esta facultativa;
Presença de mitologia greco-latina : Presença escrita de heróis mitológicos e heróis humanos.
A Estrutura externa :
O poema está escrio em versos decassilábicos, com predomínio do decassílabo heróico ( acentos na 6ª e na 10ª sílabas ).
Surgem também alguns exemplos de decassílabos sáficos ( atuados nas 4ª, 8ª, e 10ª sílabas).
As estrofes são de oito versos ( neste caso oitavas ) e apresentam entre si o seguinte esquema rimático:
abababcc.
As estrofes estão distribuídas por dez (10) cantos. O número de estrofes por canto varia de (87), no canto VII, a (156) no canto X.
No seu conjunto, o poema apresenta 1102 estrofes.

A estrutura interna :
Os Lusíadas controem-se pela sucessão de quatro partes internas :
Proposição- Parte introdutória, na qual o poeta anuncia o que vai cantar.(Canto I, est.1-3)
Invocação-  Pedido de ajuda às inspiradoras, A principla Invocação é feita às Tágides, no Canto I, est. 4 e 5; além dessa, há mais três : a Calíope, no Canto III, ests. 4 e 5, às Nin-fas do Tejo e do Mondego, no Canto VII, ests. 78-82 e, para finalizar a Calíope, no Canto X,est. 8.
Dedicatória- Oferecimento do poema a uma personalidade importante, Esta parte, facultativa, pode ter origem nas Geórgicas de Virgílio oou nos Fastos de Ovídio, não existe em nenhuma das epopeias da Antiguidade.
Narração- É a parte que contitui o corpo da epopeia, a narrativa das ações levadas a cabo pelo protagonista;
Começando no Canto I, est. 19, só termina no Canto X, est. 144, apresentando apenas pequenas interrupçõespontuais.

Planos temáticos da Obra :
Como plano narrativo fulcral apresenta a Viagem de Vasco da Gama à Índia. Continua-mente articulado a este e paralelo a ele, surgindo assim um Segundo plano que diz respeito à intervenção dos Deuses do Olimpo na Viagem.
Encaixando no primeiro plano, tem lugar um terceiro, que é constituido pela História de Portugal, contada por Vasco da Gama ao Rei de Melinde, por Paulo da Gama ao Catual de Calecut e por entidades divinas que vaticinam futuros feitos dos Portugueses. Um quarto plano é constituído pelas considerações do poeta.

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